Trompete - História e aperfeiçoamento

Trompete

Trompete - História e aperfeiçoamento


Dos instrumentos musicais depois da voz humana, pode-se dizer que o trompete é um dos instrumentos mais antigos. Se olharmos na sua historia e construção verá que ele nasceu como um instrumento de chamada, utilizados por pastores para conduzir o rebanho ou em tempos mais antigos utilizado para assustar animais pré-históricos. Nessa época ele não tinha afinação ou escala, apenas era um pedaço de chifre que se produzia um som. Depois no período do metal, os romanos e outros povos construíram-no de metal para ser utilizado em guerras. Seus timbres e ataques davam os comandos para o exercito atacar ou não o inimigo.

O trompete só começou a evoluir e a ser utilizado na musica no século XV, no período do renascimento como ainda não tinha uma técnica aprimorada na época, era apenas utilizado para algumas notas e marcações (mais detalhes ver História da Musica).

Mais tarde com a ajuda que Bach deu a musica na época barroca, ajudou o trompete a evoluir também. Esse período foi o inicio da utilização do trompete na musica, pois agora ele tem notas e oitavas, podendo assim ser utilizado para a musica da época.

No período clássico, o trompete não teve tantos avanços como teve a linguagem musical, fazendo assim o trompete voltar a ser apenas um instrumento harmônico e de reforço rítmico. O concerto de Haydn não foi escrito para trompete, mas sim para cornet da época.

Mas só em 1815, um trompista alemão chamado Heinrich Stölzel, criou o sistema de válvulas para instrumentos de metal, e em 1939 o francês Périnet patentiou um sistema de válvulas chamado de “gros piston” que é a origem das válvulas que utilizamos hoje no trompete. Daí pra frente o trompete teve seu lugar na musica, pois com esse sistema de válvulas ele ficou completamente cromático.

Depois disso, o trompete ganhou também válvulas para afinação do instrumento e de novas individuais.

Depois dessa evolução, as industrias de instrumentos não pararam por ai, com o jazz e as orquestras, eles criaram outras variações de trompete tais como: Cornet, Picollo, Flugue Horn entre outros.

Não podemos esquecer dos músicos que criaram técnicas e fizeram com que o trompete chega-se ao que é hoje. Músicos incríveis como: Jonh Baptista Arban, King Oliver, Dizie Dilespy, Duke Ellighton, Louis Armstrong, Arturo Sandoval e Winton Marsalis (exemplo a ouvir: Variações sobre Carnaval de Veneza).

Informações sobre Bocais

Borda - Um contorno chato tende a segurar os lábios no lugar, por isso bordas com um contorno mais arredondado permitem maior flexibilidade que os de contorno chato. Uma borda mais larga aumenta o conforto e a resistência sobre uma borda mais estreita. Porém uma borda larga oferece menos flexibilidade.

Uma borda que tenha a beirada (bite) mais aguda no lado de dentro fornece articulações mais claras por segurar os lábios no lugar.

Cup - Com o aumento do cup em tamanho, sobrará mais lábio para vibrar o que faz um som com mais volume. A profundidade do cup ajuda a controlar a qualidade do tom. Um formato arredondado produz um som mais brilhante. Quando mais o formato se aproxima de um "V", mais opaco o som se torna.

Backbore - O formato do backbore, tão como seu volume, é muito importante no controle da resistência e da qualidade sonora. Geralmente um backbore mais justo ou menor produz um som mais brilhante enquanto que um backbore mais largo produz um som mais opaco e meloso.

Shank - O tamanho do shank controla quão fundo o bocal se encaixa nos lábios. Na maioria dos instrumentos o bocal não se encaixa contra o fim do bocal, criando assim uma brecha entre o fim e o começo do bocal. Essa brecha é muito importante na medida que ela afeta a resistência e a entonação; uma brecha menor produz menos resistência e vice-versa.

Escolhendo um bocal certo

Iniciantes - Geralmente com bocais como o 11C4-7C (Yamaha), 7C (Bach) ou 7C (Giardinelli). É recomendável ficar com o tipo de cup e backbore que venha com um desses bocais. A escolha da borda (larga) é uma área em benefício do estudante neste estágio, desde que a escolha seja de acordo com a formação dentária, lábios e o maxilar do estudante. Há ocasiões em que se escolhendo um bocal com um diâmetro maior será melhor para o estudante. Se após algumas semanas o estudante ainda tiver problemas produzindo um tom, tente uma borda mais larga.

Em muitos casos em especialmente se o estudante tem os dentes frontais muito largos ou usa aparelhos, uma borda mais larga ajudará a soltar os lábios, permitindo assim uma vibração mais fácil.

Intermediários - Nesse estágio o estudante terá dessenvolvido maior resistência e poderá mudar para um bocal mais largo. É recomendável ficar com um cup e backbore de tamanho médio. Uma típica mudança seria de um 11C-7c ou equivalente para um 14C4 (Yamaha), Bach 5C ou Giardinelli 5C. Mudando para um bocal ainda mais largo dará um som mais cheio e um tom mais ressonante.

Avançados - Se o trompetista está tocando em uma banda de jazz, especificamente se o repertório é pesado, ele optará para um bocal que realce os registros agudos tão como produzindo uma qualidade de tom que o ajudará a dar as "cortadas" na banda. Isso geralmente significa escolher um cup e backbore menor como os 13A4a (Yamaha), Schilke 13A4a ou os 14A4a (Yamaha), Schilke 14A4a e o Giardinelli 6S. Trompetistas estudando um método de jazz provavelmente preferirão um tom mais cheio, sendo o bocal um 13B4 (Yamaha), Bach 6C ou um 14B4 (Yamaha), Bach 3C, ou o Schilke 15B. Se o estudante está interessado em tocar em uma orquestra sinfônica, então provavelmente escolherá um 16C4 (Yamaha), Bach 11/2C, Giardinelli ST-2 ou um 17C4 (Yamaha), Bach 1C ou o Giardinelli 3C.

Efeitos que podem ser produzidos no trompete

As surdinas

As surdinas, são equipamentos que colocados na campana do trompete abafam e alteram o timbre do instrumento. São construídas em madeira, metal, plástico, papelão, ou fibra de vidro. Dependendo do material empregado, conferem ao instrumento um timbre opaco ou metálico.

Pelos efeitos adquiridos por elas, são muito utilizadas nas orquestras de jazz e sinfônicas. Exemplo a escutar: Flight of the Bumblebee de Rimsky-Korsakov, interpretado por Winton Marsalis.

As notas duplas

As notas duplas são outro efeito interessante que pode ser feito no trompete. Obtem-se o efeito tocando uma nota e cantando outra ao mesmo tempo. Se elas estiverem afinadas o ouvido escutará uma terceira nota, quem sabe um acorde maior.

Por o efeito ser produzido com o volume baixo, essa técnica é aplicada somente em solos ou em música de câmara.

Os glissandos

Do francês Glissando significa escorregar. Cria-se esse efeito através do aumento da pressão do ar e da contração dos lábios, passar rapidamente pelas diversas notas da série harmônica.

De todos os instrumentos de metal, o trombone é o que consegue produzir um glissando mais perfeito ao deslizar a vara. No trompete se produz esse efeito com o aumento da pressão dos lábios como já citado e com a ajuda dos pistos do instrumento.

Um exemplo muito famoso desse efeito é o solo de trombone no Bolero de Ravel.

O vibrato

Ele pode ser produzido de diversas formas: pela vibração do diafragma, das cordas vocais do maxilar inferior e até mesmo pela vibração do instrumento com as mãos.

O frullatto

O frullatto é produzido com a pronuncia de rrrrr quando se toca uma nota. Imitando-se assim o som de um motor de carro. Esse é um efeito muito utilizado nas orquestras de jazz. Exemplo a escutar: Caravan, interpretado por Duke Ellinghton.

Bibliografia:

Henry Jammes - Método para Trompete.

J.B Arban - Método para Trompete.

Yamaha Corporation of America - Informações sobre bocais.

Fonte: http://br.geocities.com/nipemetal/trompete.html

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